Por que o cortisol, hormônio do estresse impede a perda de peso

Por que o cortisol, hormônio do estresse impede a perda de peso
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Você não deveria se preocupar muito com o hormônio cortisol, não é? Afinal, dificilmente seu nutricionista ou Personal Trainer te alertaram sobre isso, ainda mais quando prescrevem aquela dieta restritiva que não permite comer nem um chocolatinho na sobremesa e te faz sentir fome o dia inteiro, somado a duas horas de treinamento. É! Meus cabelos já estão pulando de estresse só de pensar que a grande maioria da população não sabe que isso é errado! Sim ERRADO, com letra maiúscula.

Saiba que um hormônio chamado cortisol pode ser o grande culpado pelo fracasso da sua dieta. Para quem ainda desconhece o assunto, já citado algumas vezes em artigos anteriores, o cortisol é um dos hormônios responsáveis por controlar inflamações e alergias, regular a pressão sanguínea, níveis de estresse, imunidade e estabilidade emocional. Além disso, o cortisol tem a função de estimular o açúcar do sangue e de aumentar o metabolismo proteico, liberando aminoácidos para serem utilizados pelo fígado no processo da gliconeogênese.

Quando o nível desse hormônio está elevado ou reduzido, podem ocorrer problemas como o aumento do peso ou depressão.

A concentração de cortisol se altera durante determinados períodos do dia, apresentando o pico nas primeiras horas da manhã, e vão declinando progressivamente, durante a noite.

Sabendo disso, tome consciência de que não é inteligente de sua parte levantar se pela manhã e não fazer uma refeição rica em proteínas e vitaminas, sem deixar de lado as gorduras boas e os carboidratos fibrosos. Caso contrário, poderá estar elevando os níveis de cortisol, prejudicando seu emagrecimento.

Cortisol, prós e contras

Chamado popularmente de hormônio do estresse, o cortisol é produzido pelo organismo em situações limite, em momentos de grande esforço físico ou até por uma deficiência nutricional. O nível normal de cortisol é de 10 μg/dl, mas em casos de estresse pode subir para 80 μg/dl e até 180 μg/dl, em casos extremos.

O estresse crônico do dia-a-dia, somado ao déficit nutricional, às horas de treino na academia e a noites de sono mal dormidas, inibe a queima de gordura ao elevar a produção do cortisol. Esse hormônio é bastante conhecido entre os praticantes de atividades físicas, pois uma de suas propriedades tem efeito oposto aos hormônios anabólicos, construtores de massa muscular, como por ex; testosterona, HGH e insulina.

O cortisol, por ser um hormônio catabólico, faz com que o tecido muscular se “quebre, diminuindo os músculos. O excesso de cortisol no sangue também contribui para o acúmulo de gordura – principalmente na barriga – promovendo o aumento da glicemia e da pressão sanguínea. Reduz a imunidade, dificulta a aprendizagem e estimula a perda da memória, além de favorecer o desenvolvimento da osteoporose a longo prazo.

⇒COMO REGULAR OS NÍVEIS DE CORTISOL? 4 FATORES QUE NÃO DEVERÁ DEIXAR PASSAR EM BRANCO.

1⇔ Alimentação

Tenha cuidado dobrado com a alimentação. Para controlar a liberação do cortisol, é importante comer após acordar e logo depois dos exercícios. Um café da manhã rico em proteínas é bem vindo, uma vez que elas são ricas em triptofano, um aminoácido precursor da serotonina. Pessoas com concentrações normais dessa substância têm menos episódios de ansiedade e isso garante níveis adequados de cortisol ao longo do dia, pois, como já foi dito, é pela manhã que o hormônio tem produção mais acentuada.

Evite longos períodos em jejum. Consuma alimentos ricos em magnésio. Ele Ajuda a converter o triptofano em serotonina. Além disso, bloqueia um receptor chamado NMDA, responsável por uma excitação exagerada no cérebro, causando irritação, ansiedade e estresse. O magnésio é encontrado em grãos integrais, em folhas verdes e na banana.

“ Vitamina C: Age no combate aos radicais livres, substâncias que aumentam a ansiedade e provocam envelhecimento. Também ajuda a reduzir a produção de cortisol. Fontes: acerola, limão, laranja, morango, caju, brócolis e rúcula…
“ Vitamina B6 e ácido fólico: São essenciais para a formação do neurotransmissor serotonina. Fontes: feijões, lentilha, grão de bico, cereais,integrais, aspargos e couve…

Não podemos nos esquecer do Ômega-3: a suplementação com essa gordura diminui a ansiedade ao reduzir a concentração de substâncias consideradas pró-inflamatórias. Os ômegas 3 e 6 facilitam a atuação de neurotransmissores, que proporcionam aumento da sensação de bem-estar. Fontes: linhaça, óleos vegetais, azeite de oliva e peixes de água fria, como atum, sardinha e salmão.

2⇔ Treinamento

Tendo em conta que o cortisol é liberado em resposta ao estresse, a atividade física aumentará o limite de sua liberação. Por exemplo: caso você comece um programa de exercícios caminhando 15 minutos por quilômetro, o cortisol será liberado na mesma intensidade. No entanto, caso seu treinamento avance e você passe a uma velocidade de 10 minutos por quilômetro, o corpo não considerará os 15 minutos tão intensos e estressantes como antes, o que o levará a liberar o hormônio em menor quantidade. Caso você se exercite por mais de 60 minutos, mesmo a uma baixa intensidade, os depósitos de glicogênio (combustível) no corpo cairão significativamente, e o estresse aumentado vai causar maior liberação de cortisol.

“Ai vai uma dica que vale ouro! Como dito anteriormente, se está buscando o emagrecimento definitivo, treinos que ultrapassem uma hora, quase esgotando toda sua energia, estão ERRADOS. Quando falamos em emagrecer de verdade, o mais adequado é que se busque treinos mais intensos, de 10, 30, ou 45 minutos, com frequência de 3 a 5 vezes por semana.

Bom, isso pode estar pirando sua cabecinha, afinal você sempre ouviu falar: faça uma hora de aeróbico por dia para emagrecer. Não se preocupe, pois em outros artigos do ENTRE EM BOA FORMA, darei mais detalhes sobre o assunto.

3⇔ Sono

Durante o sono profundo, o cortisol está no seu nível mais baixo, e é também nessa hora que encontramos o HGH (hormônio do crescimento) em nível mais alto. Sem dormir bem, a produção desses hormônios ficará prejudicada e isso dificultará a regeneração da massa muscular. E quanto menos massa muscular, menor a queima de gorduras.

4⇔ Estresse Psicológico 

Sabemos que estamos numa era de muita competição e cobranças, e quando falamos em falta de tempo, aí que o balão estoura, não é? Ainda mais quando um cara chamado Alexandre Oliveira me diz que tenho que controlar meu estresse emocional para emagrecer. Eu realmente piro.

Calma, caros amigos. Devemos, sim, cuidar deste fator. O grande desafio nesse estressante mundo atual é fazer com que as adversidades da vida trabalhem a seu favor, e não contra você.

cortisol

Foto:Divulgação/Pixabay

Cada um tem o seu limite para o estresse. A mesma situação pode causar reações diferentes, dependendo das particularidades de cada pessoa. Se você for um executivo que gosta de se manter ocupado o tempo todo, ficar ocioso na praia em um lindo dia pode fazê-lo sentir-se extremamente frustrado, não produtivo e chateado. Portanto, antes de tudo, é preciso detectar as situações que desencadeiam alto nível de estresse, evitando-as. Reconhecer os primeiros sinais de tensão e então fazer algo a respeito pode significar uma importante diferença na qualidade de vida

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